lá e cá é tudo a mesma coisa,
muda apenas o olhar. será?
pensa, pensa, pensa,
cansa de tanto que pensa.
e quanto mais pensa, mais duvida,
menos conclui, nada se esclarece.
nunca.
ou não?
já não conhece rostos,
feições embaralham-se em olhares turvos,
cansados, sofridos.
não sabe em quem confiar.
o improvável materializou-se.
e por mais estranho que se possa supor,
aconchega-se apesar da desconfiança.
fragmentos de loucura que não cessam.
mas que também não se completam.
onde está o sentido disso tudo?
será que isso é 1 grito,
ou apenas 1 sussurro?
não é pra ter razão.
mas também não é pra incomodar.
então, pra que será?
então cala. silencia, abafa.
e deixa que os olhos falem.
pois das palavras,
só se pode esperar confusão.
pois de tanto que esclarece,
escurece.
complexidade cansa, distorce,
afasta, destrói.
mas a menina teima, insiste.
e de tanto que luta, agora vive cansada.
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