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Negligência ¬ jun_2010

Onde estacionei meu corpo? Há dias não o sinto, Porque a mente me exige. Descuido. Abuso. Trato-o com certa displicência, Beirando a negligência. Quando me dou conta, Percebo que faltam cuidados. Porque a tosse não cede, A coluna me dói. Os olhos estão trincados, E tenho feridas nos cantos da boca. Se o estômago dói, … Continue a leitura »

  • no dia que descobri que seria só comigo, então virei gente grande. cessaram as ilusões. os segredos se revelaram todos, imediatamente, quase que a ferir-me a face e a testa e a cabeça. pensei sangrar. antes, aquilo que ficou foi somente 1 gigantesco e pavoroso hematoma. de um roxo quase verde, assim, meio preto. os olhos da menina se abriram e desejaram ser cegos, de tal forma que a crueldade não lhes pudesse atingir. mas neste momento entendeu, que era só com ela. e feito mágica se fez forte, se fez madura, se fez coerente. feito mágica, defendeu a si mesma e recusou as droguinhas plantadas em bandejas de prata. prata de lei. coisa fina. custou uma pequena fortuna. e então existe força aqui dentro? naquela noite não foi capaz de dormir. havia muito ainda a ser explorado. porque a menina tornara-se mulher. e para que o mundo soubesse, naquele dia, cortei os cabelos.
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